Apple lança nova Siri baseada em Gemini mas exclui mercado europeu
A Apple disponibilizou esta semana a versão beta da sua assistente virtual reformulada, que utiliza os modelos Gemini do Google, para processar pedidos. Segundo a The Decoder, a nova Siri consegue agora analisar o conteúdo exibido no ecrã e compreender contextos pessoais extraídos de mensagens, e-mails e fotografias, permitindo a execução de tarefas entre diferentes aplicações. O lançamento inicial está limitado à língua inglesa, com suporte para português, japonês, coreano, francês e espanhol previsto para o próximo mês.
Integração tecnológica e funcionamento do sistema
O funcionamento da nova Siri assenta numa arquitetura híbrida, dividindo o processamento de dados entre o dispositivo local e o Private Cloud Compute. De acordo com a The Decoder, a Apple assegura que os dados pessoais não são armazenados nem tornados acessíveis à empresa. A ferramenta permite interações em aplicações de terceiros como WhatsApp e Audible, com expansão planeada para Outlook, Notability e Tripsy. Para além dos comandos de voz, a assistente pode ser ativada através do botão lateral, da Dynamic Island ou do Spotlight em iPad e Mac.
Limitações geográficas e feedback inicial
Nem todos os utilizadores terão acesso imediato às novidades. A The Decoder reporta que a Apple excluiu a União Europeia e a China do lançamento inicial, citando questões de privacidade e segurança no primeiro caso e requisitos regulamentares ainda em aberto no segundo. Os primeiros testes de utilizadores trazem sinais mistos. Enquanto alguns relatam ganhos práticos em tarefas de múltiplos passos, como a organização de receitas de família, outros, como o MacStories, apontam falhas na interpretação de contextos pessoais simples que já deveriam estar acessíveis à assistente. O modelo Gemini, que substitui a base da antiga Siri, ainda apresenta alucinações e incompreensões, um lembrete de que a tecnologia, embora avançada, mantém desafios de precisão que persistem no uso diário.
